quinta-feira, 11 de junho de 2009

Quem é Quem na Cozinha?



O início em uma cozinha é sempre complicado porque precisamos nos familiarizar com normas de conduta, com a padronização nos cortes, uso adequado do uniforme, facas e utensílios, com a divisão das tarefas entre a equipe de trabalho, devemos conhecer as bases de molhos, sopas e demais pratos, etc. Tudo isso para que o produto final que chega a mesa do cliente seja o melhor possível. Devemos ter como lema a qualidade em tudo que fazemos e para que isso aconteça só mesmo seguindo algumas regrinhas importantes para o bom funcionamento de uma cozinha seja ela do tamanho que for.
E uma dessas regras é ter uma brigada de cozinha em perfeito funcionamento.
Ela é composta basicamente de um Chef, profissional responsável pela cozinha e por sua equipe de trabalho. É ele quem dar as ordens, é o maestro que deve erguer as batutas para que tudo corra com a maior harmonia possível. Um profissional que além de ter pleno conhecimento da área, do mercado, ele tem que saber organizar seu pessoal para que todos trabalhem com alegria e respeito. Não é uma tarefa fácil, na maior parte do tempo é bem desgastante, mas tem seus méritos, como toda profissão.
Abaixo do Chef, encontramos o Sous-Chef ou Sub-Chef que é o segundo dentro da hierarquia de uma cozinha, altamente responsável sobre a mesma e que precisa manter tudo em ordem na ausência do Chef.
Depois seguimos para o Chefe de Praça. Cada praça dentro da cozinha tem seu chef responsável. Entende-se por praça aquelas divisões físicas ou “virtuais” que encontramos em uma cozinha: praça quente, praça fria, praça de garde manger, etc.
O Garde Manger é o profissional responsável pelo preparo de canapés, saladas, entradas rias, terrines, sopas, molhos.
Existem vários cargos e divisões dentro da cozinha, talvez o mais conhecido atualmente seja o Pâtissier, que é aquele que prepara massas e doces. Mas encontramos muitos outros como o Boucher (limpeza, desossa e corte de aves e carnes), Potager (sopas), Aboyeur (canta as comandas, que são os pedidos do salão, para a equipe da cozinha poder providenciar o prato), Grillardin (grelhados), Saucier (molhos, braseados e salteados), dentre outros.

Salmão com Alcaparras e Creme de Maracujá


Ingredientes:
1 k de filé de salmão;
1 vidro de alcaparras 50g;
1 xícara de suco de maracujá concentrado;
1 xícara de creme de leite;
2 colheres de azeite de oliva extra virgem;
1 xícara de salsa bem picadinha;
1 colher (chá) de pimenta rosa;
Suco de um limão;
Sal a gosto.

Modo de Preparo:

Tempere o salmão com sal e o suco de limão.
Deixe descansar por 30 minutos.
Coloque a alcaparras sem o liquido por cima do peixe, a pimenta rosa e o azeite de oliva.
Leve ao forno moderado por 20 minutos.
Retire do forno, salpique com a salsa.
Coloque o creme ao lado do peixe pronto na mesma travessa.

Para o molho:
Coloque o suco de maracujá e o creme de leite no liquidificador e bata até formar um creme.



Pudim de Pêra


Ingredientes:
4 pêras descascadas e cortadas em cubinhos
1 copo (tipo americano) de sidra (bebida fermentada de maçã)
1 copo (tipo americano) de água
¼ xícara (chá) de açúcar
1 pedaço de anis estrelado
3 gemas
½ xícara (chá) de açúcar
1 colher (sopa) de essência de baunilha
2 copos (tipo americano) de leite
1 envelope (12 g) de gelatina em pó sem sabor dissolvida em 5 colheres (sopa) de água e hidratada em banho-maria
150 ml de creme de leite batido em ponto de chantilly com 3 colheres (sopa) de açúcar
3 claras batidas em neve
1 envelope (12 g) de gelatina em pó sem sabor dissolvida em 5 colheres (sopa) de água e hidratada em banho-maria

Modo de preparo:
Numa panela, coloque 4 pêras descascadas e cortadas em cubinhos, 1 copo (tipo americano) de sidra (bebida fermentada de maçã), 1 copo (tipo americano) de água, ¼ xícara (chá) de açúcar e 1 pedaço de anis estrelado e leve ao fogo.
Cozinhe por 20 min ou até ficar macio.
Retire o pedaço de anis estrelado e reserve.
Numa batedeira, bata 3 gemas com ½ xícara (chá) de açúcar como uma gemada.
Junte 1 envelope (12 g) de gelatina em pó sem sabor dissolvida em 5 colheres (sopa) de água hidratada em banho-maria, 1 colher (sopa) de essência de baunilha e 2 copos (tipo americano) de leite.
Transfira para uma panela e cozinhe em banho-maria, mexendo sem parar até formar um creme.
Tire do fogo e reserve.
Junte as pêras cozidas ao creme de ovos e misture bem.
Coloque numa forma redonda (17 cm x 7 cm) ou em forminhas individuais.
Reserve na geladeira por 30 min ou até encorpar.
Delicadamente, misture 150 ml de creme de leite batido em ponto de chantilly com 3 colheres (sopa) de açúcar, 3 claras batidas em neve e 1 envelope (12 g) de gelatina em pó sem sabor dissolvida em 5 colheres (sopa) de água e hidratada em banho-maria.
Despeje na forma reservada (ou forminhas individuais).
Leve à geladeira e deixe por, no mínimo, por 3 h.

Dica: para desenformar o pudim, coloque a forma em água quente por alguns segundos.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Casquinha de Kani-Kama


Ingredientes:
1 colher (sopa) de azeite de oliva
1 cebola pequena picada
200 grs. de kani-kama cortado em cubos
2 tomates sem pele e sem sementes picadas
1 colher (sopa) de farinha de trigo
1/2 xícara (chá) de leite
1 colher (sopa) de coentro picado
Sal a gosto
2 claras
1 colher (sopa) de queijo parmesão ralado

Modo de preparar:
Em uma panela, aqueça o azeite e doure a cebola.
Junte o kani e os tomates e deixe refogar.
Dissolva a farinha de trigo no leite e misture ao refogado, deixe engrossar
e acrescente o coentro.
Reserve.
Bata as claras até obter picos firmes e adicione delicadamente à mistura.
Distribua em conchas próprias e polvilhe parmesão.
Leve ao forno moderado (180ºC), pré-aquecido, por 15 minutos ou até gratinar.

Dica: pode ser servida como canapés

Fígado de Boi Veneziano


Ingredientes
400g de fígado bovino cortado em tiras
400g de cebola picada
2 colheres (sopa) de manteiga
4 colheres (sopa) azeite extra virgem
salsinha triturada a gosto
sal
pimenta do reino a gosto

Modo de Preparo
Refogar a cebola cortada bem fininho na manteiga e no azeite, quando estiver bem macia junte o fígado cortado em tiras bem finas, tempere com sal e pimenta e refogue rapidamente para que fique cozido, mas não muito seco. Sirva imediatamente

Gaspacho


Ingredientes
6 tomates, maduros
½ cebola,
½ pepino, grande e sem casca
½ pimentão amarelo ou vermelho
1 dente de alho
Pedaços de pão branco velho
5 colheres (sopa) de vinagre de vinho branco
5 colheres (sopa) de azeite de oliva
1 xícara (chá) de água

Modo de preparo
Bata todos os ingredientes no liquidificador.
Para aguçar o gosto, descansar o gaspacho por 2 horas na geladeira, sirva gelado

domingo, 24 de maio de 2009

Frango Ensopado


Ingredientes
1 frango de aproximadamente 1 ½ quilo
2 cebolas grandes cortadas em rodelas
1 pimentão vermelho cortado em rodelas
2 colheres das de sopa de cheiro verde picado
1 colher das de chá de orégano
1 folha de louro
10 azeitonas pretas sem caroço
10 batatas miúdas
2 batatas grandes cortadas em fatias
1 xícara de café de azeite de oliva (extra-virgem, de preferência)

Modo de preparar
1. Lave bem o frango e corte pelas juntas
2. Unte a panela de barro com um fio de óleo e forre com as fatias de batata
3. Vá colocando alternadamente camadas de frango, cebola, pimentão, o cheiro verde e orégano misturados com a folha de louro, batatas pequenas e azeitonas.
4. Termine com uma camada de cebolas e temperos.
5. Regue com o azeite de oliva.
6. Leve a panela ao fogo forte até levantar fervura. Abaixe o fogo e deixe cozinhar por 1 ½ hora
7. Apague o fogo e deixe descansar por cinco minutos

sábado, 23 de maio de 2009

Costela de Porco a Milaneza


Ingredientes:
01 kg. de costelinhas de porco
03 colheres (sopa) de farinha de trigo
02 ovo inteiro
06 colheres (sopa) de farinha de rosca
06 colheres (sopa) de margarina
02 tomates
sal e pimenta-do-reino a gosto
salsa

Modo de fazer:
Lave e enxugue as costeletas, tempere com sal e pimenta-do-reino. passe-as na farinha de trigo, no ovo batido e na farinha de rosca. aqueça a margarina e frite as costeletas em fogo baixo durante 30 minutos, virando-as de vez em quando para tostar por igual. escorra em papel toalha e passe-as para uma travessa. decore com tomates em rodelas, ramos de salsa e alguns limões em pedaços. sirva com arroz branco, batata cozida e salada verde.

Dica: a mesma receita, troque a costelinah pela bistéquinha.

Paella Negra


Ingredientes:
300 g de arroz parboilizado
4 envelopes de tinta de lula
300 g de lula
2 tentáculos de polvo cozido
300 g de posta de cação
400 g de camarões médios
300g de mariscos frescos
Caldo de peixe
1 taça de vinho branco seco
1 cebola média
1 cabeça de alho
Azeite de oliva virgem


Modo de fazer:
Refogar alho, cebola em azeite de oliva, acrescentar o arroz e o vinho branco, em seguida a tinta de lula e o caldo do peixe. Quando o arroz estiver quase cozido acrescentar o polvo, o peixe e os mariscos, cozinhar por 1 ou 2 minutos e em seguida acrescentar os camarões e as lulas. Acrescentar salsinha picada na hora, corrigir o sal e pimenta

Dica: faça o caldo de peixe com os ingredientes da paella, é mais saboroso.



Pão de Cebola


Ingredientes:
1 xícara (chá) de óleo
2 colheres (sopa) rasas de açúcar
1 xícara (chá) de leite morno
3 ovos
3 cebolas médias
1 colher (sopa) rasa de sal
3 tabletes fermento para pão
1 tablete caldo de galinha
1 kg de farinha de trigo

Modo de Fazer:
Bata todos os ingredientes no liquidificador sem a farinha.
Despeje, depois de batido, em um recipiente com a farinha e sove bem.
Deixe a massa crescer em um lugar quente e enrole.
Pincele com a gema.
Leve ao forno pré-aquecido por 20 min.

Pão de Coco


Ingredientes:
1 kg de farinha de trigo
120g de açúcar
20g de sal
400g de coco natural
100g de fermento
100ml de leite de coco
Água o suficiente

Modo de Fazer:
Junte tudo em uma vasilha e mexa com a mão até a massa ficar homogênea. Divida a massa em pedaços e deixe descansar por uma hora.
Depois, modele o pão e coloque nas formas. Deixe fermentar por mais três horas e coloque no forno pré-aquecido em 180 graus por 25 minutos.




Pão de Queijo


Ingredientes:
1kg de polvilho azedo
500g de queijo prato ralado
50g de queijo parmesão
1 colher (sopa) de sal
4 ovos inteiros
1 copo de leite
1 copo de óleo
1 copo de água

Modo de preparo:
Coloque o polvilho num bol (ou bacia) e acrescente os líquidos. Adicione os ovos ligeiramente batidos. Misture com uma colher ou com as mãos.
Acrescente o sal e os queijos aos poucos, sempre misturando.
Provavelmente seja necessário um pouco mais de água para dar o ponto na massa. A massa tem que cair da colher e fica bem mole. Unte uma assadeira com óleo e vá pingando a massa com uma colher. Leve para o forno e asse até dourar (180º a 200º). Se quiser que fique esbranquiçado igual o da padaria, deixe menos tempo no forno.

Pão Caseiro com Mandioquinha


Ingredientes:
1 xícara de leite morno
3 ovos
1 colher (chá) de sal
1/2 xícara (chá) de açúcar
3 colheres (sopa) de margarina
1 envelope de fermento biológico seco
4 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 mandioquinha média ralada
Manteiga e farinha para untar
1 cenoura média ralada

Modo de Fazer:
Misture o leite com os ovos, o sal, o açúcar, a margarina e o fermento biológico seco, até obter uma mistura homogênea.
Junte a farinha de trigo e sove.
Divida em 2 partes.
Em 1 parte da massa junte a mandioquinha, misturando bem.
Coloque em 2 formas para pão untadas e enfarinhadas.
Repita a operação com a outra parte da massa, adicionando a cenoura.
Cubra e deixe descansar até dobrar de volume.
Asse em forno na temperatura média, pré-aquecido por cerca de trinta minutos ou até dourarem.
Deixe amornar e desenforne.
.
Dicas: A mandioquinha pode ser substituída por mandioca ralada e a cenoura por beterraba.
Pode ser feito só com um legume.
Ative a cor usando também legume em pó.

Dica: Substitua a uva passa por damasco e as nozes por castanha-do-pará.

Pão de Cenoura e Aveia


Ingredientes:
Massa:

15g de fermento biológico
½ xícara (chá) água
6 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 xícara (chá) de aveia em flocos finos
3 ovos
2 xícaras (chá) de cenoura ralada
1 xícara (chá) de suco laranja
100g margarina
1 colher (sopa) de sal
1 colher (sopa) de açúcar
1 colher raspas de laranja

Modo de Fazer:
Dissolva o fermento na água, junte os outros ingredientes, e acrescente a farinha até dar o ponto, deixe descansar por 30 minutos. Após o descanso divida a massa, monte os pães e novamente deixe descansar por mais 30 minutos. Asse em forno pré-aquecido por 30 minutos

Dicas: de Recheio: peito de peru, mortadela, requeijão ou mostarda.

Pão Integral de Linhaça


Ingredientes:
50g de fermento biológico
2 colheres (sopa) de açúcar mascavo
1 colher (sopa) de sal
500ml de água filtrada
50ml de óleo
3 ovos inteiros
500g de farinha integral
600g de farinha branca
200g de linhaça

Modo de Fazer:

Desmanche o fermento no açúcar. Coloque a água, o óleo, os ovos e o sal. Misture tudo.
Acrescente as farinhas aos poucos, junto com a linhaça. Amasse bem e deixe a massa descansar até dobrar de tamanho.
Divida a massa em três partes e coloque cada uma delas em fôrmas grandes de bolo inglês. Espere a massa crescer, até dobrar novamente de volume. Asse em forno pré-aquecido a 200 ºC, por cerca de 25 minutos.


Pão Integral com Nozes e Passas


Ingredientes:
Massa:

30g de açúcar mascavo
10g de sal refinado
30g de fermento fresco
300ml água
200g de farinha Integral
300g de farinha de trigo
50g de manteiga sem sal
50g de uvas passas
100g de nozes picadas.

Modo de Fazer:
Misture os quatro primeiros ingredientes e deixar descansar um pouco (5 a 10 min)
Junte a farinha de trigo, a farinha integral e amasse até soltar das mãos. Trabalhe a massa para que fique elástica e lisa.
Prepare a massa e só ao final coloque a manteiga.
Acrescente as nozes e passas e deixe descansar por 20 minutos em temperatura ambiente de no máximo 35º C. Sove a massa novamente e deixe descansar por mais 20 minutos.
Coloque numa forma funda retangular, untada com manteiga e deixe fermentar até quase o dobro do volume.
Assar em forno a 175º C por 25 minutos.

Pão de Leite (bisnaguinhas)



Ingredientes:
450g de farinha de trigo
5 gemas
1/2 xícara (chá) açúcar
1 tablete de fermento fresco
2 colheres (sopa) manteiga
250ml de leite
1 colher (café) sal

Modo de Fazer:
Misture as gemas, o fermento e o açúcar.
Adicione metade do leite e misture.
Adicione a farinha de trigo, a manteiga, o sal e o restante do leite.
Amasse bem.
Modele conforme desejado.
Deixe crescer até quase dobrar de volume.
Pincele a gema conforme desejado.
Asse em forno 170ºC até atingir a coloração desejada.

Dica: Substitua o açúcar por adoçante culinário. Fica delicioso.


quarta-feira, 20 de maio de 2009

Pernil ao Molho de Frutas


Ingredientes:
1 pernil médio
3 cebolas
6 dentes de alho
3 cenouras médias
3 talos de salsão
1 pimentão
1 garrafa de vinho branco
1 copo de suco de laranja
Sal e pimenta do reino a gosto

Modo de fazer:
Passe no liquidificador todos os ingredientes com o vinho branco e o suco de laranja. Ponha o pernil em uma vasilha funda para marinar (absorver o tempero) e leve-o à geladeira por pelo menos 5 horas. Depois, leve-o ao fogo para cozinhar por 1 hora. Depois de cozido, retire o pernil e o ponha em uma assadeira com um pouco de molho, cobrindo com papel alumínio e deixe assar no forno na temperatura de 400 graus por 2 horas. Retire e sirva com o molho.

Molho de frutas
Ingredientes:
1 garrafa de suco concentrado de maracujá
1 garrafa de suco concentrado de manga
1 copo de vinho branco
1 copo de mel
2 copos de água
3 colheres de sopa de alecrim seco
O restante do caldo que sobrou do pernil
4 colheres de sopa de amido de milho

Modo de Fazer:
Leve todos os ingredientes ao fogo, exceto o amido de milho.
Deixe cozinhar por 30 minutos em fogo brando.
Quando começar a fervura, adicione o amido de milho, dissolvido em um pouco de água, misturando bem até que engrosse um pouco
Deixe cozinhar por mais 10 minutos.


Decore usando sua criatividade.

OssoBuco Pantaneiro


Ingredientes:
4 kg de Ossobuco (músculo com osso)
½ kg de cenouras
½ kg de batata pequenas (com cascas)
½ kg de mandioquinha
½ kg de batata doce
5 espigas de milho verde (cortar em rodelas de 3 a 4 centímetros)
½ kg de tomates ( cortados em quatro partes)
½ kg de inhame
½ kg cebolas pequenas (inteiras)
½ kg cebolas (cortadas grossa)
2 cabeças de alho (fatiar)
200 ml de azeite extra virgem
½ litro vinho tinto suave
½ vidro de molho inglês
pimenta vermelha (a gosto)
sal ( a gosto)
óleo de milho para fritar

Modo de preparar:
Descasque todos os ingredientes, menos a batata miúda que deve ser somente lavada, pique a cenoura, o inhame, os tomates, a batata doce, a mandioquinha em pedaços de 4 cm cada.
Em uma panela grande, de preferência de ferro, coloque óleo de milho para aquecer.
Coloque os pedaços de ossobuco para fritar, ate que fique bem dourado os dois lados. Reserve em uma outra panela concluir com toda a carne.
Coloque no fundo da panela uma camada com cenouras e batatas doces, coloque a seguir uma camada de ossobuco já frito, e vá colocando camadas de legumes e ossobuco ate utilizar todos os ingredientes.
Coloque sal, azeite, alho picado, molho inglês e o vinho.
Cozinhe em fogo baixo com a panela tampada.
Tempo estimado de cozimento 1:30 hs.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Azeite e sua História


O azeite é muito citado na história da humanidade, contam os gregos que na disputa pelas terras do que é hoje a cidade de Atenas. A oliveira é capaz de produzir óleo para iluminar a noite, suavizar a dor dos feridos e capaz de ser alimento precioso, rico em sabor e energia. Já os italianos contam que Rômulo e Remo, fundadores da cidade de Roma, viram a luz do dia pela primeira vez debaixo dos galhos da oliveira.
O fato é que o azeite esta incorporado na alimentação do homem há muito tempo. Segundo conta a história, a oliveira tem origem entre o sul do Cáucaso, nos altos planos do Irã e no litoral mediterrâneo da Síria e Palestina. Mais tarde, expandiu-se para o todo o mediterrâneo
Vestígios das oliveiras são encontrados em restos fossilizados na Itália, no Norte da África, pinturas em rocha nas montanhas do Saara Central, com origem entre quinto e segundo milênio a.C, em relevos e relíquias da época minóica em Creta (3.500 a.C), além das granalhas trançadas de oliveira vestidas por múmias da XX Dinastia do Egito.
O azeite não era usado somente como alimento pelos povos antigos, mas também para iluminar.
Lamparinas eram abastecidas com azeite para iluminar os edifícios de muitos povos da antiguidade.

A simbologia do azeite na Bíblia
Na Bíblia, o azeite é utilizado como o símbolo da presença de Deus do Espírito Santo.
Em Gênesis, quando as chuvas do dilúvio tinham cessado e a arca ainda navegava sobre as águas, o patriarca Noé teria soltado uma pomba que retornou trazendo um ramo de oliveira.
Jacó, ao ter duas experiências sobrenaturais com Deus, em Betel, em ambas as vezes colocou no local uma coluna de pedra sobre a qual derramou azeite. (Gênesis 28:18 e 35:14)
Os judeus utilizavam o azeite nos seus sacrifícios e também como uma divina unção que era misturada com perfumes raros. Usava-se, portanto, o azeite na consagração dos sacerdotes (Êxodo 29:2-23; Levítico 6:15-21), no sacrifício diário (Êxod
o 29:40), na purificação dos leprosos (Levítico 14:10-18 e 21:24-28), e no complemento do voto dos nazireus (Números 6:15).
Quando alguém apresentar ao Senhor uma oblação como oferta, a sua oblação será de flor de farinha; derramará sobre ela azeite, ajuntando também incenso. (Levítico 2:1)
Pode-se afirmar que a Torah previa três tipos de ofertas de manjares que deveriam ser acompanhadas com azeite e sem fermento, as quais eram: 1) flor de farinha com azeite e incenso; 2) bolos cozidos ou obreias (bolos muito finos) untadas com azeite; 3) grãos de cereais tostados com azeite e incenso. E, enquanto a ausência de fermento simbolizava a abstinência do pecado, o azeite representaria a presença de Deus. Parte das ofertas era então queimada no altar como sacrifício a Deus. Certas ofertas, contudo, deviam efetuar-se sem aquele
óleo, como, por exemplo, as que eram feitas para expiação do pecado (Levítico 5:11) e por causa de ciúmes (Números 5:15). Os judeus também empregavam o azeite para friccionar o corpo, depois do banho, ou antes de uma ocasião festiva, mas em tempo de luto, ou de alguma calamidade, abstinham-se de usá-lo.
O azeite também era reconhecido como um medicamento entre os judeus (Isaías 1:6; Marcos 6:13; Lucas 10:34 e Tiago 5:14).
Pode-se dizer que na cultura judaica o azeite indicava o sentimento de alegria, ao passo que a sua falta denunciava tristeza, ou humilhação.
Antes de sua prisão, Jesus passou momentos agonizando no Getsêmani, ou Jardim das Oliveiras, situado nos arredores da Jerusalém antiga. O nome Getsêmani significa lagar do azeite. A escolha do local trazia com exatidão o que estava acontecendo com Jesus momentos antes de ser crucificado, quando iria ser sacrificado e esmagado como uma azeitona, a fim de que a humanida
de pudesse receber o Espírito Santo em seus corações.

O que é o azeite?

O Azeite é uma gordura essencialmente monoinsaturada, rica em vitamina E e outros antioxidantes naturais, sintetizada naturalmente nas azeitonas como substância de reserva, contribuindo para assegurar a multiplicação da espécie. É extraído da azeitona unicamente por processos mecânicos e físicos que em condições, essencialmente térmicas, que não produzem a sua alteração.

Como se produz o azeite?
O método de fabrico do azeite inclui uma série de etapas que vão desde a apanha das azeitonas ate ao seu armazenamento, passando por uma série de processos que permitem a sua obtenção e asseguram a sua qualidade.

A qualidade do azeite
A Qualidade do Azeite vai ser determinada pela região, a variedade e o grau de maturação das azeitonas, o estado sanitário dos frutos, o processo de extracção, o modo de conservação e a idade do azeite.

Classificação dos azeites
Consoante as características apresentadas pelo azeite (pontuação organoléptica, acidez livre e aplicação), pode ser classificado em diversos tipos de azeite: azeite virgem extra que pode ser classificado em azeite virgem, azeite corrente e azeite lampante; e ainda azeite refinado e apenas e só azeite, quando refinado e enriquecido com azeite virgem.

O azeite e a saúde
Para além dos seus benefícios na área da beleza, o azeite possui características que ajudam diminuir o risco de enfarte do músculo cardíaco, ajuda a combater os diabetes, auxilia a digestão, evita a formação de cálculos (pedras) e tem efeito preventivo nalguns tipos de cancro.

O azeite na cozinha
O azeite dá sabor, aroma e cor, integra os alimentos, personaliza e identifica um prato. Suporta muito bem temperaturas elevadas, não se alterando ao contrario de outras gorduras, o que permite todas as formas de cozinhar. Forma uma crosta na superfície dos alimentos fritos, impedindo a penetração do azeite no interior dos mesmos. Com azeite obtêm-se fritos mais secos e apetecíveis.
Os azeites virgem extra têm sabor mais suave e por isso são ideais para temperar, usar em doçarias e sobremesas.
Os azeites de sabor intenso são mais apropriados para intensificar o sabor dos pratos de bacalhau, caldeiradas, escabeches, açordas, etc,…
O azeite biológico
O azeite pode também ser produzido por processos biológicos, embora em menores quantidades e a preços mais elevados.

Como conservar o azeite
O Azeite deve guardar-se em recipientes de vidro, de preferência escuros, ou em recipientes de folha de flandres ou de aço inox. Deve manter-se em local fresco, sem luz e longe de produtos com cheiros intensos para evitar que os absorva.

Produção e classificação do azeite
Na produção do azeite de oliva, são necessárias de 1300 a 2000 azeitonas para a produção de 250 ml de azeite e as técnicas da agricultura familiar do passado, cedem hoje lugar aos processos industriais do agronegócio.
Já o método tradicional de prensagem à frio, praticamente inexiste na atualidade, foi modificado por processos modernos de extração com uso de pressão e temperatura.
A oliveira é uma árvore robusta e a poda deve ser adaptada à idade da árvore, sendo este um do principais aspectos da cultura das oliveiras. A hora mais indicada para a colheita é quando não existem mais azeitonas verdes na árvore e os processos vão desde o manual ao mecanizado. O bom azeite de oliva é obtido a partir da seleção de azeitonas saudáveis e inteiras no instante da colheita.
Quanto mais cedo as frutas forem para a prensagem, melhor será a qualidade do azeite, pois as olivas fermentam rapidamente.
As azeitonas são batidas para produzir uma massa, que passa por um processo de centrifugação, o que deixa o azeite limpo para armazenagem e, logo após, o produto é filtrado antes do acondicionamento.
O azeite de oliva é produzido somente a partir de azeitonas, não podendo ser usada essa denominação para óleos extraídos por solventes ou re-esterificação ou misturas com outros tipos de óleos. Os principais tipos de azeite de oliva usados na alimentação são:

Azeite de oliva virgem
Obtido através de processos mecânicos. Dependendo de suas características e da acidez, pode ser classificado como extra, virgem ou comum.

Azeite de oliva refinado
Obtido pela refinação de azeite virgem que apresenta alto índice de acidez ou defeitos que serão eliminados no processo de refinação.
Normalmente é misturado com azeite de oliva virgem.

Azeite de oliva
É uma mistura de azeite de oliva refinado com o virgem.
Existe ainda o azeite do bagaço de oliva, constituído de uma mistura de azeite extraído do bagaço da azeitona por solventes e, posteriormente refinado e misturado com o azeite virgem.
O azeite de oliva possui alta participação de gordura monoinsaturada na sua composição e, mantém ainda, a presença de importantes antioxidantes naturais.

TIPO ACIDEZ UTILIZAÇÃO
Extra virgem 1,0% Saladas e molhos
Virgem fino 1,5% Idem
Semifino 3,0% Saladas e frituras
Refinado 3,0% Frituras de imersão
Puro 2,0% Frituras, assados e marinados

O azeite relacionado a saúde
Na atualidade o tema alimentos funcionais esta presente de forma incisiva na mídia., Alguns alimento funcionais são desenvolvidos ou incrementados na sua função nutracêutica, graças à utilização da engenharia de alimentos. ,
O azeite de oliva talvez seja o mais antigo produto que atende naturalmente aos requisitos dos funcionais, revelando-se hoje, à luz da ciência, um ingrediente bastante saudável e indispensável em dietas que contribuem para evitar as doenças mais comuns do mundo moderno.
Estudos comparativos realizados em povos mediterrâneos, que utilizam fartamente o azeite de oliva em suas dietas, revelaram um índice claramente menor de mortalidade por doença cardiovascular em relação à população do norte da Europa e América do Norte.
Comprovou-se que essa proteção não está ligada à diversidade genética, já que italianos e gregos que emigraram para a América do Norte e se adaptaram aos novos hábitos alimentares, acabaram por perder essa proteção e ficaram expostos às doenças cardiovasculares na mesma proporção que os americanos.
A ingestão de frutas e hortaliças, como brócolis, vegetais verdes e tomates, associada ao uso do azeite podem evitar o desenvolvimento de tumores malignos.
Os trabalhos científicos que estudam os benefícios da Dieta Mediterrânea, considerada como uma das mais saudáveis atualmente, afirmam que a adesão a esse tipo de alimentação pode reduzir a incidência de três tipos de câncer: o coloretal em até 25%, o de mama em cerca de 15% e o de próstata, em torno de 10%.

O azeite no mercado e sua relação com a saudabilidade
Os benefícios do azeite já são reconhecidos mundialmente, tanto que o rigoroso FDA (Food and Drug Administration, agência que regula produtos farmacêuticos e alimentícios nos EUA) autorizou os fabricantes de azeite a fazerem referência nas embalagens sobre os efeitos benéficos para a saúde e, principalmente, para o sistema cardiovascular.
O azeite Extra Virgem, apresentação do azeite mais relacionado com a prevenção de doenças, está virando vedete na mesa do brasileiro.
O produto, além do reconhecimento pelo FDA como um alimento com características funcionais e que possui pela presença de antioxidantes podendo atuar na prevenção de doenças cardíacas, câncer e também fortalecer o sistema imunológico, registrou um aumento de consumo da ordem de 8% no mercado nacional em 2004.
Enquanto os outros óleos são produzidos a partir das sementes, o azeite é o único óleo extraído da fruta (azeitona), que possui gordura monoinsaturada vitaminas e minerais, além de ser fonte de vitamina E e de vários compostos que são antioxidantes. Ao consumir o azeite estamos ingerindo 77% de gordura monoinsaturadas, 14% de saturadas e 9% de polinsaturadas, o que torna o óleo mais saudável em relação aos outros
O consumo de azeite também pode ajudar no tratamento e prevenção do câncer, pois seus componentes reduzem de forma significativa os níveis de gene da doença chamado Her-2/neu. No caso de diabetes, a substituição de gordura saturada pelo azeite melhora a resistência à insulina e conseqüentemente diminui a glicose do diabético.
O azeite extra virgem tem suas características fortalecidas a partir de seu preparo. No processo de fabricação é necessário que a oliva seja prensada em uma temperatura baixa, ou seja, a frio para não destruir suas propriedades. Classificado como o melhor da categoria, o Extra Virgem, além do alto teor de antioxidantes, tem acidez de até 1%, o que significa que quanto mais baixo for o teor melhor será a qualidade do azeite.
“Vale ressaltar que o azeite é uma gordura, porém mais saudável que as demais, e sua qualidade, principalmente do Extra Virgem, independe de sua cor.
O consumidor deve ficar atento ao rótulo, à tradição do produtor e às especificações do fabricante”,

A origem da oliveira
A origem da oliveira, na sua forma primitiva, remonta à Era Terciária - antes do nascimento do homem - e situa-se na Ásia Menor, talvez na Síria ou Palestina tendo sido encontrados em todo o Mediterrâneo folhas de oliveira fossilizadas, datadas do Paleolítico e do Neolítico. Pensa-se que a Olea Europaea resultou de um cruzamento de várias espécies. três mil anos antes de Cristo já a oliveira era cultivada em todo o “crescente fértil”. Terão sido os Gregos os responsáveis pela sua dispersão na Europa mediterrânica. Mais tarde, nas expedições marítimas, os portugueses e os espanhóis transportaram a oliveira para a América.

Características da oliveira
A Oliveira é uma árvore de porte médio, muito resistente, com raízes que atingem os 6 metros, sendo conhecidas cerca de 400 espécies. Tem crescimento lento e normalmente só entra em produção a partir do quinto ano

O azeite e a actualidade
Utilizado desde tempos imemoriais como ingrediente culinário, o Azeite foi actualmente "redescoberto", tendo-se convertido num dos pilares da cozinha moderna e saudável.

O azeite em Portugal
O Azeite sempre esteve presente nos recantos da vida diária dos portugueses: na candeia do pobre e no candelabro do rico, na mesa frugal do camponês e nos solenes templos de velhos cultos.

Azeite
Dieta mediterrânica

Fonte: www.nutricaoclinica.com.br